O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, durante uma transmissão ao vivo nesta quarta-feira (8), que irá propor o estabelecimento de um acordo de livre comércio entre o Brasil, os Estados Unidos, o México e o Canadá, aos moldes do NAFTA (Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio).
“Vou informar que pretendo juntar minha parte técnica do novo governo do Brasil para o seguinte: não tem o NAFTA? A minha ideia é cortar essa letrinha N e passar a usar o AFTA, Acordo de Livre Comércio das Américas, onde o Brasil pode se incluir”, disse.
A justificativa de sua proposta foi explicada pela complementariedade entre as atividades econômicas dos países, o que criaria uma “avenida de oportunidades para trazer investimentos dos Estados Unidos para cá”.
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2026-07-08 13:13:30O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lembrou do acordo firmado entre o presidente argentino Javier Milei e o governo dos Estados Unidos em fevereiro deste ano como exemplo do que pretende fazer.
“O presidente Milei da Argentina conseguiu um acordo com os Estados Unidos que, para centenas de produtos, a tarifa é zero.”
Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o último domingo (5) e participou da audiência pública organizada pelo USTR, sigla em inglês para Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão que conduz a investigação comercial aberta contra o Brasil.
Durante sua fala, Flávio criticou Lula por não enviar representantes para as sessões de debate. “O papel de qualquer presidente da República de qualquer país era estar aqui com representantes, fazendo uma defesa técnica e dizendo que vai fazer sua parte”, disse o senador.
O governo brasileiro enviou técnicos da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos à audiência como observadores, que não interferiram na sessão.
Da mesma forma, provocou os demais pré-candidatos à Presidência da República que não participaram das argumentação contrária a aplicação das novas tarifas. “É muito mais fácil ficar criticando atuação do Flávio Bolsonaro. Muito mais cômodo.”
Governo brasileiro segue com negociações
Representante do governo brasileiro, Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, defendeu que não é papel das autoridades participar diretamente da sessão e que as negociações seguem por canais diplomáticos entre os dois governos.
O chefe da pasta se reuniu na última terça-feira (7), em meio às audiências com representantes do USTR para apresentar propostas do governo brasileiro aos tópicos que embasam a justificativa americana para as tarifas.
Antes, já havia apresentado um plano, que não engloba o Pix, com medidas que o Brasil pode adotar para as demandas exigidas pelos Estados Unidos na Seção 301.