Fim da “taxa das blusinhas” prejudica a economia, diz Fiemg

Economista da federação afirma, ao Bastidores CNN, que fim da tributação sobre importações de até US$ 50 prejudica a indústria e o comércio nacional

Fim da “taxa das blusinhas” prejudica a economia, diz Fiemg
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A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) defendeu a retomada da tributação sobre importações de pequeno valor, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”. A posição foi apresentada pela economista da federação, Juliana Gagliardi, que alertou para os impactos negativos do fim da cobrança sobre a economia brasileira, ao Bastidores CNN.

O que está em jogo

Segundo Juliana Gagliardi, a “taxa das blusinhas” foi instituída pela Lei nº 14.902 com o objetivo de garantir uma concorrência mais equilibrada entre produtos importados e nacionais. A medida estabelecia uma alíquota de importação sobre produtos de até US$ 50.

No entanto, a MP (Medida Provisória) 1.357, atualmente em vigor e em discussão para ser mantida, propõe reduzir essas tarifas a zero. “O objetivo das taxas das blusinhas é permitir que haja, de certa medida, uma concorrência mais equilibrada entre o produto internacional e o produto nacional”, afirmou Juliana Gagliardi.

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Ela destacou que o Brasil já enfrenta um ambiente de negócios oneroso, marcado por alta burocracia, elevada carga tributária e infraestrutura logística deficitária — fatores que compõem o chamado “custo Brasil” e que já penalizam a produção e a comercialização internas.

Impactos sobre a indústria e o varejo

Para a economista, a entrada massiva de produtos importados a preços assimétricos gera prejuízos tanto para a indústria nacional quanto para o comércio varejista.

“Uma vez que a ampliação de entrada desses produtos internacionais de pequeno valor a um preço que não é competitivo gera, de certa forma, um prejuízo tanto para a indústria nacional como também para o comércio varejista”, explicou. Ela acrescentou que essa dinâmica estimula a substituição de produtos domésticos por importados em condições consideradas desleais.

Juliana Gagliardi também reconheceu que, durante o período em que a tributação esteve vigente, a medida contribuiu para um ambiente concorrencial mais estável para o produtor doméstico, mesmo diante de outros desafios, como as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos e o cenário de juros elevados e desaceleração econômica.

Elas traziam para o contexto nacional um equilíbrio competitivo que, embora houvessem outros fatores que estivessem prejudicando esse ambiente, ela, de certa medida, ainda conseguia manter um equilíbrio”, disse.

Medidas estruturais são necessárias

A economista ressaltou, no entanto, que a “taxa das blusinhas” por si só não é suficiente para resolver todos os problemas do ambiente de negócios brasileiro. Segundo ela, é necessário enfrentar entraves estruturais que vão além da questão tributária.

“Há o que se fazer, pensar, dar uma estrutura, não apenas tributária, mas uma infraestrutura de forma geral para o Brasil, para que essas empresas consigam se reorganizar e conseguir se manter competitivas no mercado”, concluiu Juliana Gagliardi.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/fim-da-taxa-das-blusinhas-prejudica-a-economia-diz-fiemg/