Fifa reage e condena "esforço coordenado e contínuo" contra Infantino
Federação que comanda o futebol vem sofrendo pressão de importantes federações após plano de venda de participação em direitos comerciais
A Fifa emitiu um comunicado neste sábado (8) contra o que chamou de "esforço coordenado e contínuo" para minar o presidente Gianni Infantino. Segundo a entidade, as tentativas de desafiar sua liderança devem seguir os estatutos e os procedimentos democráticos.
A declaração surgiu em meio a um impasse cada vez mais acirrado sobre a liderança de Infantino, após o fracasso de sua proposta de arrecadar cerca de 4,2 bilhões de dólares com a venda de uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outros torneios.
O plano gerou críticas da Uefa, das federações nacionais e de altos funcionários da Fifa, levou a pedidos de renúncia de Infantino e motivou uma reunião de crise no Marrocos esta semana, na qual a direção da Fifa reafirmou seu apoio ao presidente.
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2026-08-08 19:32:45A entidade que comanda o futebol não identificou aqueles que, segundo ela, estavam tentando prejudicar Infantino, nem especificou a quais relatórios ou alegações se referia.
A declaração veio na sequência de reportagens do "The Daily Telegraph" sobre pagamentos feitos pela Uefa a um ex-funcionário durante o período em que Infantino era secretário-geral da entidade máxima do futebol europeu. Ele negou as alegações e a Fifa classificou como infundadas.
"Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da Fifa não devem tentar alcançar, por meio de alegações, insinuações ou desinformação, o que não podem alcançar pelos processos democráticos estabelecidos pela Fifa", afirmou a entidade.
A organização afirmou que reportagens recentes incluíram "afirmações sem fundamento e alegações comprovadamente falsas" a respeito da Fifa e de seu presidente, acrescentando que contestará reportagens imprecisas ou enganosas "direta e vigorosamente".
A federação acrescentou que não apoiaria, facilitaria ou toleraria qualquer processo relativo à eleição de seu presidente que fosse incompatível com seus estatutos, procedimentos democráticos e estrutura de governança.
"O presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas associações membros e continua a exercer o cargo de acordo com o mandato delas", afirmou.
Apoio à Fifa se divide
Após uma reunião de crise realizada em Marrocos na quarta-feira (5), a Fifa pediu desculpas às suas 211 associações membro pelos erros cometidos na gestão da proposta e afirmou que a sua direção reafirmou o seu total apoio a Infantino.
As consequências lançaram uma sombra sobre a candidatura de Infantino a um quarto mandato no Congresso da Fifa, em Marrocos, em março de 2027. Nenhum candidato claro para desafiá-lo surgiu até o momento.
A Uefa afirmou que não tem mais confiança em Infantino, enquanto a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, pediu sua renúncia, alegando que ele não possui mais a confiança institucional necessária para governar o futebol mundial.
Mas Infantino continua a gozar de apoio substancial entre os 211 membros. A Confederação Africana de Futebol (CAF) apoiou unanimemente a sua liderança, enquanto a Conmebol, da América do Sul, rejeitou qualquer tentativa de o destituir que não envolvesse uma votação de todos os membros da Fifa.
A Federação Mexicana de Futebol (FMF) também apoiou Infantino, apesar de a confederação regional Concacaf ter pedido uma "avaliação completa" de sua presidência.
"A Federação Mexicana de Futebol (FMF) não reconhecerá nem aprovará qualquer processo realizado fora desse quadro institucional", declarou.