Ex-presidente do STF, Octavio Gallotti morre aos 95 anos, em Brasília STF/reprodução O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Octavio Pires e Albuquerque Gallotti, conhecido como Octavio Gallotti, morreu neste domingo (26), aos 95 anos, em Brasília. Até a última atualização desta reportagem, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre a causa da morte nem sobre o local onde ocorreu o óbito. O STF ainda não havia publicado nota oficial sobre o caso. Em nota (veja íntegra abaixo), o Ministério Público Federal lamentou a morte do ex-ministro Octávio Gallotti e destacou sua trajetória marcada pela defesa da democracia, pelo compromisso com a Constituição e pela contribuição ao fortalecimento das instituições brasileiras. Gallotti construiu uma das mais longas trajetórias no Judiciário brasileiro. Ele integrou o STF entre 1984 e 2000, tendo sido indicado pelo então presidente João Figueiredo. Durante sua passagem pela Corte, ocupou os cargos de vice-presidente e de presidente do Supremo, comandando o tribunal entre 1993 e 1995. Nascido no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1930, Gallotti formou-se em Direito pela então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Antes de chegar ao Supremo, atuou como procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), onde também exerceu a presidência da instituição. Octavio Gallotti aposentou-se do Supremo em outubro de 2000, ao atingir a idade limite para permanência na Corte. O STF, o STJ e demais instituições do Judiciário ainda não se manifestaram oficialmente sobre a morte do ex-ministro. O que diz o MPF "O Ministério Público Federal manifesta profundo pesar pelo falecimento do ministro Octávio Gallotti, ocorrido neste domingo (26). Ao longo de sua vida pública, marcada pela defesa da democracia, o ministro Octávio Gallotti destacou-se pela sólida formação jurídica e pelo compromisso permanente com a Constituição e com a legalidade. Sua atuação, marcada pelo equilíbrio, pela independência e pelo rigor técnico, deixa um legado de inestimável valor para o Direito brasileiro e para a consolidação do Estado Democrático de Direito e fortalecimento das instituições. Neste momento de luto, o Ministério Público Federal expressa sua solidariedade aos familiares e amigos e a todos que conviveram e terão como lembrança seu exemplo de integridade e serenidade."
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