EUA e Brasil investem em modernização de aeroportos antecipando demanda

Estados Unidos preveem US$ 174 bilhões até 2029; Brasil aposta em concessões privadas para ampliar capacidade aeroportuária

EUA e Brasil investem em modernização de aeroportos antecipando demanda
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Os aeroportos dos Estados Unidos vivem um dos maiores ciclos de modernização de sua história. A estimativa é de que o setor necessite de mais de 174 bilhões de dólares até 2029, destinados a reformas, novas construções e ampliação de terminais.

No Brasil, o caminho escolhido é diferente: novas concessões à iniciativa privada e bilhões de reais em recursos públicos e privados buscam melhorar a infraestrutura e ampliar a capacidade dos aeroportos do país.

Apesar das realidades distintas, ambos os países compartilham o mesmo objetivo: se preparar para uma demanda cada vez maior de passageiros. Segundo a IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo), o tráfego global de passageiros deve passar de 9 trilhões para quase 21 trilhões de passageiros-quilômetro até 2050, mais que dobrando o volume atual de viagens aéreas.

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Modernização nos Estados Unidos

A FAA (Administração Federal de Aviação), que gerencia e regula o sistema aeroportuário americano, planeja aplicar cerca de 67,5 bilhões de dólares entre 2025 e 2029, com foco em terminais, pistas e segurança.

Cidades como Atlanta, Denver, Los Angeles e Nova York já receberam parte dos investimentos bilionários nos últimos anos. Uma das transformações mais notáveis ocorreu no aeroporto de La Guardia, na região metropolitana de Nova York, a cerca de 13 quilômetros de Manhattan.

Há dez anos, o La Guardia era amplamente criticado por passageiros e autoridades. Com a reestruturação iniciada a partir de um plano ousado do governo de Nova York em 2015, e investimentos de mais de 8 bilhões de dólares, antigos terminais deram lugar a instalações modernas.

Saguões mais amplos e novos portões de embarque melhoraram a experiência dos mais de 33 milhões de viajantes que passam pelo aeroporto anualmente. Hoje, o La Guardia é considerado um dos melhores dos Estados Unidos, tendo conquistado quatro dos principais prêmios de aviação civil do país entre 2023 e 2025.

O modelo brasileiro de concessões

No Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, o eixo central dos investimentos em aeroportos se dá por meio de concessões à iniciativa privada.

Desde 2011, concessionárias e o governo federal investiram cerca de 50 bilhões de reais em infraestrutura aeroportuária no país, sendo dois terços provenientes de empresas privadas. Nos Estados Unidos, o financiamento é majoritariamente público, oriundo de administrações locais e estaduais — modelo que está relacionado a questões de segurança adotadas após setembro de 2001.

No Rio de Janeiro, o aeroporto do Galeão, que havia perdido espaço para o Santos Dumont, foi assumido pela empresa espanhola Ena por quase 3 bilhões de reais. A expectativa é que, até 2039, o aeroporto receba investimentos em modernização operacional, tecnologia e áreas comerciais, com foco na ampliação do fluxo de passageiros e na garantia da qualidade do serviço.

Após concessões importantes como as de Congonhas, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro, o aeroporto de Brasília tornou-se o principal ativo em disputa pelas concessionárias.

Para o ano corrente, o governo anunciou 21 aeroportos em processo de licitação, sinalizando que o setor permanece aquecido. Guarulhos, por sua vez, já passa por um processo de renegociação com previsão de novas obras, incluindo a construção de um novo terminal internacional.

Brasília também atravessa um processo de renegociação consensual, com novos investimentos requeridos para a concessão, como a construção de um terminal internacional.

“Para cada crescimento de 1% do nível de renda, de PIB dos países, você acaba tendo um crescimento de 2% na demanda dos aeroportos. Então, não adianta pensar em fazer um investimento no aeroporto depois que a demanda já está aí. Você tem que antecipar esse processo”, destaca Cleveland Prates, professor de economia. A avaliação é de que o Brasil está no caminho certo para receber, em 2050, o dobro de passageiros que movimenta hoje.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/eua-e-brasil-investem-em-modernizacao-de-aeroportos-antecipando-demanda/