Entenda por que Fachin era cobrado por anúncio de adiamento
Analistas da CNN comentam, ao Bastidores CNN, decisão divulgada por nota oficial, sem posicionamento público do presidente do STF ou dos demais ministros da corte
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, adiou nesta quinta-feira (17) a análise do caso envolvendo o ministro André Mendonça, que estava prevista para o dia 23 de setembro. A decisão foi comunicada por meio de um ofício oficial, sem qualquer declaração pública de Fachin ou dos demais ministros da Corte.
Segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, ao Bastidores CNN, a expectativa pelo anúncio já existia desde a última terça-feira (15), quando se aguardava que Fachin se pronunciasse durante uma sessão plenária do STF.
"A gente abriu o Bastidores falando de que se esperava uma decisão do ministro Fachin, do presidente do Supremo Tribunal Federal, e que se esperava que ele pudesse fazer algum tipo de aviso durante uma sessão do próprio STF", afirmou Larissa.
Recomendado para você
Para onde vai a tinta da tatuagem removida a laser? Entenda o processo do corpo
Processo ocorre de forma natural por meio de células do sistema imunol...
2026-09-17 15:10:42Como decisão de Fachin sobre Mendonça repercute na crise do STF
Adiamento do julgamento é visto como aceno ao grupo de Alexandre de Mo...
2026-09-17 14:00:13cachorro-vinagre é registrado em MT; entenda por que espécie rara considerada vulnerável tem esse nome
Cachorro-vinagre: espécie rara considerada vulnerável é regist...
2026-09-17 13:29:40Cancelamento de sessão e ausência de justificativa pública
Além do adiamento do caso Mendonça, a sessão prevista para esta quinta-feira (17) também foi cancelada, o que impediu qualquer pronunciamento direto por parte dos ministros. De acordo com Larissa Rodrigues, a divulgação do adiamento via ofício, sem uma declaração do próprio Fachin, chamou a atenção.
"Não vamos ter nenhuma justificativa vinda ali das palavras do próprio ministro Fachin ou algum comentário dos outros ministros, porque a gente não tem sessão marcada para hoje também", destacou a analista.
O adiamento era considerado previsível após o ministro Flávio Dino pedir vista e suspender a discussão sobre a possibilidade de os casos de André Mendonça e Alexandre de Moraes serem julgados em conjunto.
A analista de Política da CNN Clarissa Oliveira ressaltou que especialistas, advogados e ministros do STF já levantavam o argumento de que não faria sentido discutir o caso de Mendonça enquanto havia uma questão de ordem aberta e os casos estavam correlatos.
Pressão do Planalto e clima tenso nos bastidores
Segundo Clarissa Oliveira, havia a informação de que aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliavam nos bastidores a possibilidade de um diálogo mais direto entre ele e Fachin, com o objetivo de buscar algum tipo de consenso dentro do plenário do STF.
"Não tinha uma confirmação até então, mas sim essa disposição ali do governo federal, do presidente Lula, de participar ativamente para tentar encontrar algum tipo de consenso dentro do plenário do Supremo Tribunal Federal", relatou a analista.
Clarissa apontou ainda que o clima nos bastidores do STF permanecia extremamente tenso, com episódios recentes envolvendo Gilmar Mendes e Luiz Fux que dificultavam qualquer perspectiva imediata de pacificação.
"O clima está tão acirrado nos bastidores do Supremo que é difícil vislumbrar neste momento alguma trégua que consiga virar essa página rapidamente, porque não adianta só ter diálogo, tem que resolver rápido, senão vai contaminar ainda mais a eleição", concluiu a analista.