A discussão sobre inteligência artificial no ambiente corporativo entrou em uma nova fase. Se antes o debate girava em torno de adotar ou não a tecnologia, agora o foco está em quanto custa implementá-la e se o investimento traz retorno concreto para os negócios, conforme mostrou o CNN Cast.
A inteligência artificial avança dentro das empresas, mas a adoção da tecnologia não garante, por si só, ganhos de produtividade. Ferramentas baseadas em IA já são capazes de assumir tarefas administrativas, auxiliar no atendimento ao cliente e participar de processos de gestão.
No entanto, para que esse uso faça sentido estratégico, as empresas precisam medir os benefícios e avaliar se eles justificam os custos envolvidos.
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Agentes de IA e integração de sistemas em destaque
Entre as novidades debatidas no setor estão os chamados agentes de inteligência artificial, que podem executar tarefas com diferentes graus de autonomia. A proposta é incorporar esses recursos à rotina de trabalho sem eliminar a supervisão humana, considerada indispensável.
Também ganha espaço a aposta na integração de sistemas de gestão e serviços financeiros, com o objetivo de facilitar o acesso às informações e tornar os processos cada vez mais eficientes.
Dennis Herszkowicz aponta necessidade de controle de custos
Dennis Herszkowicz, CEO da Totvs, que participou do evento, explicou os desafios e as oportunidades dessa transformação. Para ele, a inteligência artificial é, em essência, uma grande automação.
“A inteligência artificial, no final das contas, ela é uma grande automação. E toda automação exige que você tenha ou mais output com o mesmo input, ou que você tenha, no mínimo, o mesmo output com menos input”, afirmou Dennis.
Ele destacou ainda que é fundamental ter controle sobre os custos gerados pela tecnologia: “Se você não conseguir fazer essa medição desse uso da inteligência, vai ser muito difícil que você consiga ter a implementação dessa inteligência artificial dentro da estratégia da companhia”.