Diante da sobretaxa americana de 25% sobre produtos brasileiros, os empresários afetados já começam a buscar alternativas para mitigar os impactos. Entre as apostas do setor privado, está a diversificação de mercados, mirando principalmente em países que possuem acordos comerciais com o Brasil.
Um levantamento realizado pela Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) mostrou que Emirados Árabes Unidos, Canadá e Bélgica têm capacidade de absorver parte significativa das exportações brasileiras afetadas pela nova política tarifária do presidente Donald Trump.
O mapeamento de oportunidades conduzido pela agência também inclui países do Mercosul e asiáticos.
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- Madeira, carvão vegetal e obras de madeira: Bélgica, Canadá, Costa Rica, Argélia, Espanha, França, Reino Unido e México;
- Máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos: Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Alemanha, Indonésia, Índia, México, Turquia, China, Costa do Marfim, Japão, Paraguai e Arábia Saudita;
- Borracha: Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa do Marfim, Costa Rica, México, Peru, Uruguai e República Tcheca;
- Sebo de bovinos, ovinos e caprinos: Canadá, Egito, Reino Unido, Irlanda, Polônia e Singapura;
- Veículos: Argentina, Austrália, Canadá, Dinamarca, Reino Unido, Irlanda e África do Sul;
açúcar: Emirados Árabes Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, China, Alemanha, Egito, França, Reino Unido, Índia, Coreia do Sul, Rússia, Uruguai, Arábia Saudita, África do Sul e Índia; - Granito: Emirados Árabes Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Colômbia, Alemanha, Reino Unido, Indonésia, México, Rússia, Singapura e Turquia;
- Papel e cartão: Bélgica, Chile, China, Colômbia, Espanha, Reino Unido, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Uruguai e África do Sul;
- Calçados: Emirados Árabes Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, França, Reino Unido, Indonésia, México, Filipinas, Arábia Saudita e Uruguai;
- Móveis: Emirados Árabes Unidos, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, México, Portugal, Paraguai, Arábia Saudita, Bélgica, França e Uruguai;
- Etanol: Bélgica, Canadá, Chile, Costa do Marfim, Colômbia, França, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Filipinas.
A sobretaxa de 25% entra em vigor em 22 de julho. De acordo com o governo federal, 18% das exportações brasileiras aos EUA serão afetadas.
Para lidar com o novo tarifaço, o governo federal sinalizou que vai seguir diversificando parcerias comerciais e abrir novos mercados. Neste ano, os países do Mercosul conseguiram concluir as negociações e implementar o acordo de livre comércio com a União Europeia.
Na lista de negociações, o Mercosul também busca avançar com os acordos de livre comércio com Canadá, Indonésia, Vietnã, Índia, México e Emirados Árabes. O governo federal espera concluir as negociações com os canadenses ainda em 2026.
Sobretaxa de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, acatou recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e decidiu impor uma alíquota adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.
Os produtos que já estiverem embarcados antes de 22 de julho poderão ficar livres da sobretaxa, desde que ingressem nos Estados Unidos até 29 de julho.
A tarifa está sendo imposta no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
Segundo as autoridades dos EUA, a ação de tarifar o Brasil visa eliminar as práticas desleais de comércio investigadas.