Dólar ronda estabilidade com queda da inflação no Brasil
Mercado também acompanha os desdobramentos da recente crise no STF, após André Mendonça retirar sigilo de parte do caso Master
O dólar iniciou a sexta-feira (11) próximo da estabilidade, após o IBGE informar que o Brasil teve deflação no mês de agosto, enquanto no exterior a moeda americana tinha sinais mistos ante as demais divisas, com investidores à espera dos dados de inflação nos EUA.
Os desdobramentos da crise no STF (Supremo Tribunal Federal) também seguem no radar dos investidores, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do caso Master.
Às 9h24, o dólar à vista cedia 0,01%, perto da estabilidade a R$ 5,1054 na venda.
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2026-09-11 10:08:02No exterior, o índice DXY - indicador que mede a força da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis outras fortes divisas - subia 0,12%, aos 99,16 pontos.
Indicadores econômicos dão rumo ao mercado
No Brasil, IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu 0,32% em agosto, após alta de 0,07% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (11).
A queda foi puxada, principalmente, pelo alívio no preço da energia elétrica residencial.
O indicador caiu mais do que o esperado pelos economistas consultados pela Reuters, que esperavam uma queda de 0,29%. Este é o menor resultado desde agosto de 2022, quando resultado foi de -0,36%.
Segundo Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital, a queda pode ser vista como positiva, sobretudo em relação à expectativa de mais um corte de juros pelo BC (Banco Central) ainda em setembro.
"O relatório Focus [boletim realizado pelo BC semanalmente com a expectativa do mercado sobre principais indicadores econômicos] já prevê um corto de 25 pontos-base, e a deflação de -0,32% abre um caminho para esta expectativa."
Nos Estados Unidos, esta sexta também foi dia de novos dados sobre o aumento de preços ao consumidor.
O CPI acelerarou em agosto, com a recuperação do preço da gasolina após duas quedas mensais consecutivas, reforçando as expectativas do mercado financeiro de que o Federal Reserve possa aumentar as taxas de juros na próxima semana.
O índice subiu 0,4% no mês passado, um leve avanço ante a alta de 0,1% de julho. O chamado núcleo do CPI aumentou 2,4% em agosto em comparação com o ano anterior, após um aumento de 2,5% em julho.
*Com informações da Reuters