O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (24) em queda, com um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0769, conforme investidores avaliavam o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️O novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre o Brasil e outros 59 parceiros comerciais fica no centro das atenções. A alíquota, que ficou entre 10% e 12,5% foi anunciada na véspera, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que mantém conversas com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas. ▶️ As tensões no Oriente Médio também ficam no radar, principalmente após novos ataques a navios petroleiros no Mar Vermelho. A piora do cenário geopolítico na região reforçou preocupações sobre eventuais impactos nas cadeias logísticas e no mercado de petróleo. Após uma semana de tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,09%, cotado a US$ 97,58. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,64%, a US$ 89,76 o barril. ▶️ Por fim, a temporada de balanços corporativos segue na mira dos investidores. Na véspera, as ações da Alphabet caíram mais de 7% após a companhia elevar sua projeção de investimentos em inteligência artificial, reacendendo preocupações com o alto custo da expansão da infraestrutura necessária para o setor. Nesta sexta, destaque para os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel. Dados econômicos também ficam no radar. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -0,53%; Acumulado do mês: -1,53%; Acumulado do ano: -7,38%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +1,59%; Acumulado do mês: +2,59%; Acumulado do ano: +9,53%. Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair Nova taxa dos EUA é anunciada Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entraram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington. Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. "Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. "A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo." O governo americano adotou dois tipos de tarifas: Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%. Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil. O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental. Na semana passada, os EUA já haviam confirmado uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA. LEIA MAIS Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as novas tarifas para o Brasil Trabalho forçado é pretexto? O que está por trás da nova tarifa dos EUA Itamaraty vê tarifas cumulativas dos EUA e avalia que negociações foram para ‘cumprir tabela’ Tarifaço: ministro diz que tarifa de 12,5% é 'indevida' e baseada em fatos que não são reais Petróleo volta a se aproximar de US$ 100 Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira. Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio. Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha. Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo. O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga "ficará mais alto a cada noite" até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir. " O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo... ou o quebram ou querem mudá-lo", disse ele. "Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas." Bolsas globais Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%. Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters
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