Diretor afirma que CBF pensa em reavaliar limite de estrangeiros
Coordenador-executivo-geral das Seleções Masculinas da CBF é o entrevistado do CNN Esportes S/A deste domingo (13)
No começo de 2024, os clubes do futebol nacional aprovaram um aumento do número de estrangeiros que podem ser relacionados para uma partida do Campeonato Brasileiro: houve um salto de sete para nove jogadores de fora.
A mudança servia para comportar um cenário cada vez mais claro: os elencos das equipes brasileiras estão cada vez mais internacionais. Não à toa, 25 estrangeiros do futebol nacional disputaram a última edição da Copa do Mundo.
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2026-09-13 19:33:53Além disso, entre os sete convocados pela Seleção Brasileira que atuavam em território nacional, apenas Danilo, volante do Botafogo, estava com até 25 anos, mostrando que muitos dos destaques são jogadores já veteranos.
Entrevistado do CNN Esportes S/A deste domingo (13), o coordenador-executivo-geral das Seleções Masculinas da CBF, Rodrigo Caetano, avaliou o cenário, apontando como pode ser uma situação ruim para ambos lados e apontou que a entidade pensa em reavaliar o número de estrangeiros.
Nossos atletas acabam saindo de forma precoce, muitas das vezes, não totalmente formados. Muitas vezes, chegam lá e ainda tem um tempo de adaptação. São muitos exemplos, como Vini Júnior, Endrick e, agora, Estêvão. Jogadores com potencial absurdo, mas demanda um certo tempo. Temos que reavaliar essa questão de uma maior utilização de jogadores jovens nas equipes principais por conta do alto número de estrangeiros no futebol brasileiro. Acabamos de formar excelentes atacantes, excelentes extremos, em detrimento de meio-campistas. Isso, a gente debate muito. Quando a gente fala em meio-campista, pode parecer aquele meia das antigas...Também, mas não necessariamente isso. A gente vê hoje que o meio-campista precisa fazer dupla função, precisa jogar e marcar, obviamente. A gente não só busca identificar jogador com essa característica, como também temos tido inúmeras reuniões com os nossos técnicos de base, para que eles garimpem jogadores com esse perfil, com essa característica, utilizem nas seleções de base para ter condições de desenvolvê-los.
Acabamos de formar excelentes atacantes, excelentes extremos, em detrimento de meio-campistas. Isso, a gente debate muito. Quando a gente fala em meio-campista, pode parecer aquele meia das antigas...Também, mas não necessariamente isso. A gente vê hoje que o meio-campista precisa fazer dupla função, precisa jogar e marcar, obviamente. A gente não só busca identificar jogador com essa característica, como também temos tido inúmeras reuniões com os nossos técnicos de base, para que eles garimpem jogadores com esse perfil, com essa característica, utilizem nas seleções de base para ter condições de desenvolvê-los. [/quote]
O executivo também trouxe detalhes dos bastidores, destrinchando como as equipes trabalham, mas também mostrando o que a CBF tem tentado fazer para melhorar o cenário, permitindo que mais jovens possam subir com mais espaço.
Muitas das vezes, a preferência de clubes é 'vou vender para fora ao invés de fortalecer um adversário'. Quando isso não é uma prática usual, você busca nos outros países da América do Sul para acabar se fortalecendo. Com o aumento do número de estrangeiros, acaba sendo uma via comum para isso. A pressão para que se contrate, muitas vezes, acaba interrompendo um processo natural que é uma melhor utilização.A gente tem que discutir. Existe, hoje, o grupo de trabalho na CBF, em que há discussões mais aprofundadas sobre como se criar caminhos e soluções para essa questão da transição da base para o profissional no futebol brasileiro.
A gente tem que discutir. Existe, hoje, o grupo de trabalho na CBF, em que há discussões mais aprofundadas sobre como se criar caminhos e soluções para essa questão da transição da base para o profissional no futebol brasileiro.[/quote]
CNN Esportes S/A
Com Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, e Rodrigo Caetano, diretor de seleções da CBF, o CNN Esportes S/A chega à 154ª edição. Apresentado por João Vitor Xavier, o programa aborda os bastidores de um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o esporte. Em pauta, os assuntos mais quentes da indústria do mundo da bola, na perspectiva de economia e negócios.