Desastre no Nepal: número de mortos sobe para 626

Desastre no Nepal: número de mortos sobe para 626
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O número de mortos no Nepal após o desastre provocado pelas fortes chuvas e pelo colapso de uma geleira subiu para 626, segundo atualização divulgada pela agência Reuters na madrugada deste sábado (29).

O país afirmou que precisa de ajuda estrangeira em áreas técnicas e especializadas, mas não de equipes internacionais de busca e salvamento em geral. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, os socorristas nepaleses conseguem conduzir as operações de resgate por conta própria neste momento.

De acordo com Khanal, o governo solicitou apoio internacional em áreas nas quais o país não possui conhecimento técnico suficiente. Entre elas estão o resgate de pessoas que podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas, a recuperação da comunicação e do transporte em regiões onde pontes foram destruídas, além da identificação de corpos.

O Nepal também busca ajuda para realizar testes de DNA e ampliar a capacidade de armazenamento de corpos.

"Já fizemos pedidos por serviços especializados e assistência técnica em áreas onde não temos expertise e conhecimento técnico suficientes", afirmou Khanal à Reuters na noite de sexta-feira (28).

Segundo ele, algumas pessoas podem ter ficado presas em túneis de usinas hidrelétricas. O Nepal tem pouca experiência nesse tipo de estrutura e precisa de equipamentos e conhecimento especializado para realizar os resgates.

Hospitais estão sobrecarregados de corpos

Equipes de resgate recuperaram corpos em Chitwan e Nawalparasi, nas planícies do Nepal, a cerca de 100 quilômetros do epicentro do desastre.

Khanal afirmou que mais corpos podem ser encontrados nessas áreas e relatou que hospitais estão sobrecarregados e não têm refrigeradores suficientes para armazená-los.

"Mais corpos provavelmente serão recuperados desses locais onde hospitais estão sobrecarregados de corpos e não há geladeiras para armazená-los", disse o ministro.

Pontes e infraestrutura foram destruídas

A enchente devastou áreas próximas à fronteira com a China, destruindo cidades e danificando usinas hidrelétricas.

Segundo autoridades nepalesas, escolas, hospitais, estradas, pontes, usinas hidrelétricas e outras estruturas foram severamente danificados. Cerca de duas dezenas de pontes foram destruídas, afetando o transporte e a comunicação na região atingida.

O governo do Nepal pediu a Índia e China que reabram antecipadamente rotas de transporte e comunicação em áreas afetadas pelo desastre.

Nepal rejeita ajuda para busca e salvamento geral

Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh haviam manifestado interesse em enviar equipes de busca e salvamento, segundo o Kathmandu Post.

Mais cedo na sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Nepal havia informado que o país conseguiria conduzir sozinho as operações de busca e salvamento naquele momento.

Khanal afirmou à Reuters que a decisão não significa rejeição à ajuda estrangeira em todas as áreas. Segundo ele, o país não precisa de equipes internacionais para as operações gerais de resgate, que já são conduzidas pelos próprios socorristas.

"Achamos que não há necessidade de repetição nisso", disse.

Reconstrução deve exigir apoio estrangeiro

O ministro afirmou ainda que o Nepal deverá precisar de ajuda internacional na reconstrução e na recuperação das áreas destruídas pelo desastre.

O colapso de uma geleira na quarta-feira (26) liberou uma grande quantidade de rochas, gelo, lama e detritos pelos sistemas fluviais do Himalaia, provocando a enchente na região de fronteira com a China.

*Reportagem em atualização



Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/29/desastre-no-nepal-numero-de-mortos-sobe-para-626.ghtml