A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) instituiu um GTT (Grupo de Trabalho de Tokenização) para realizar estudos, fazer testes, formular recomendações técnicas e propor regras para atividades de registro, depósito, custódia, negociação e liquidação de valores mobiliários em infraestruturas de registro distribuído.
O grupo deverá entregar, em 60 dias, uma proposta de regime regulatório experimental para a tokenização de valores mobiliários.
As infraestruturas de registro distribuído são sistemas tecnológicos que permitem que um mesmo registro de informações seja compartilhado, atualizado e validado simultaneamente por diversos participantes de uma rede, em vez de ficar armazenado em um único servidor ou banco de dados central.
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2026-07-17 18:28:00Um exemplo é a blockchain, utilizada para registrar transações e a titularidade de criptomoedas e ativos tokenizados.
Com duração inicial de 120 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, o grupo de trabalho reúne representantes de 14 áreas da CVM e poderá ter participação de representantes de entidades governamentais, autorreguladores, associações representativas do mercado e especialistas convidados.
Em ocasiões recentes, o tema da tokenização foi apontado como prioridade pelo novo presidente da CVM, Otto Lobo, que já afirmou que essa tecnologia e a inteligência artificial estão reconfigurando a forma como ativos são emitidos, negociados e custodiados.
O GTT será coordenado pelos superintendentes SDE (Seccional de Desenvolvimento e Modernização Institucional), José Alexandre Vasco, e de SSE (Securitização e Agronegócio), Bruno Gomes, informou a reguladora.
As atribuições do GTT, de acordo com a CVM, são:
- Realizar estudos comparativos sobre experiências nacionais e internacionais;
- Analisar os resultados de iniciativas de sandbox regulatório;
- Promover debates com reguladores, participantes do mercado e sociedade;
- Avaliar os impactos da DLT (Tecnologia de Registro Distribuído) sobre o funcionamento e a estrutura do mercado de capitais.