Uma cena de violência marcou a Neo Química Arena na vitória do Santos sobre o Corinthians, no último domingo (30). Um garoto corintiano, fã de Neymar, foi hostilizado por torcedores do próprio time depois de receber a camisa de Neymar.
O menino estava na primeira fileira do estádio com um cartaz pedindo a camisa do ídolo. Como os clássicos paulistas são disputados com torcida única, apenas torcedores do Corinthians estavam nas arquibancadas.
Ao deixar o campo, Neymar percebeu o pedido e entregou a camisa ao garoto antes de seguir para o vestiário. Emocionada, a criança caiu no choro ao receber o presente.
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2026-09-01 13:40:58A situação, porém, mudou rapidamente. Após a entrega, a família passou a ser xingada por outros torcedores e se sentiu ameaçada. O garoto e os familiares precisaram ser escoltados por policiais e seguranças do estádio. Para evitar um possível confronto, a família deixou a arena pelo gramado, acompanhada pelos agentes de segurança.
Caso reacende debate sobre violência nos estádios
O que deveria ter sido um momento de alegria rapidamente se transformou em uma situação de risco. Após a entrega da camisa, a família do garoto passou a receber xingamentos de outros torcedores e se sentiu ameaçada. A criança e seus familiares precisaram ser escoltados por policiais e seguranças do estádio, saindo inclusive pelo gramado para evitar confrontos.
Durante a cobertura do episódio, o comentarista Raul Moura classificou a situação como “lamentável”, destacando que, embora nada justifique a reação dos torcedores, o local escolhido para o pedido representou um risco desnecessário. “Nada justifica o que os torcedores fizeram, de xingar a criança”, afirmou, acrescentando que os pais “se sujeitaram a um risco desnecessário” ao entrar no estádio com uma faixa pedindo a camisa de um jogador rival.
A discussão também alcançou a própria política de torcida única adotada nos clássicos de São Paulo. Para Ana Cristina Schwambach, a medida contribui para o aumento da hostilidade entre as torcidas.
“Quanto mais torcida única, mais você tem uma cena como essa”, afirmou. Ela classificou o episódio como “esdrúxulo” e defendeu que a admiração por um jogador rival não deveria ser encarada como uma afronta.
Torcedores que hostilizaram criança são criticados
Apesar das ponderações sobre a atitude da família, os comentaristas foram unânimes ao responsabilizar os torcedores que hostilizaram o garoto.
“Esses são os agressores, esses são os errados”, afirmou um dos participantes. Outro reforçou: “A criança não tem culpa de nada”.
O caso foi apontado como mais um exemplo da relação extremada com o futebol e levantou questionamentos sobre a possibilidade de retomada da torcida mista nos clássicos paulistas.