Crescimento forte gerou juros altos e tributação elevada, diz Megale
Economista-chefe da XP afirma que avanço da dívida exige ajuste fiscal e vê desaceleração da economia
O crescimento forte da economia brasileira nos últimos anos foi importante, mas também gerou efeitos colaterais, como juros mais altos e uma tributação elevada e incerta, avaliou nesta terça-feira (1º) Caio Megale, economista-chefe da XP.
Durante o seminário “Rumos da Economia”, do Lide, em São Paulo, Megale afirmou que a economia já dá sinais mais claros de desaceleração. Segundo ele, o consumo foi fraco no segundo trimestre, mesmo com os estímulos econômicos.
Ao mesmo tempo, o economista destacou a pressão sobre as contas públicas. Segundo Megale, o governo bateu recorde de arrecadação, mas não conseguiu gerar superávit, enquanto a dívida pública já cresceu cerca de quatro pontos percentuais neste ano.
Recomendado para você
EUA fazem novo bombardeio ao Irã após Trump prometer 'forte ataque'
Barcos no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã REUTER...
2026-09-01 13:37:37Chuva forte derruba árvores e causa estragos em cidades da região de Jundiaí
Chuva causa queda de árvores em Várzea Paulista (SP) Prefeitur...
2026-09-01 13:20:49Fortes chuvas causam estragos e deixam famílias desalojadas no Sul de MG
Uma forte chuva acompanhada de ventos atingiu cidades do Sul d...
2026-09-01 12:57:00“Crescimento forte nos últimos anos foi importante, mas o excesso gerou dois efeitos colaterais complicados: juros muito altos e tributação elevada e incerta”, afirmou.
Megale disse que o Banco Central deve manter cautela diante dos choques de custos e avaliou que os juros devem continuar caindo de forma gradual.
Para ele, uma definição mais clara do cenário fiscal após a eleição, com o reequilíbrio das contas públicas, poderá abrir mais espaço para a redução dos juros a partir do ano que vem.