Conselheiro que seria destituído pela Vale por vazamento renuncia

Marcelo Gasparino deixará os cargos de membro e vice-presidente do conselho em 1º de agosto; companhia avaliará como recompor colegiado

Conselheiro que seria destituído pela Vale por vazamento renuncia
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Conselheiro que seria destituído pela Vale por vazamento renuncia

Marcelo Gasparino deixará os cargos de membro e vice-presidente do conselho em 1º de agosto; companhia avaliará como recompor colegiado

Gabriel Garcia, , Brasília

Marcelo Gasparino da Silva renunciou aos cargos de membro e vice-presidente do conselho de administração da Vale cinco dias depois de o colegiado decidir aplicar a ele uma sanção de destituição por vazamento de informações confidenciais.

A renúncia foi comunicada à mineradora nesta segunda-feira (27) e terá efeitos a partir de 1º de agosto. A Vale não informou a justificativa apresentada por Gasparino em sua carta.

Com a saída voluntária, Gasparino evita que sua permanência no conselho seja submetida aos acionistas em uma nova AGE (Assembleia Geral Extraordinária). A Vale havia anunciado que convocaria uma AGE para deliberar sobre a destituição, mas ainda não esclareceu se a reunião será cancelada ou se terá a pauta reformulada.

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Em comunicado ao mercado, a companhia afirmou que o conselho avaliará nos próximos dias, com o apoio do Comitê de Indicação e Governança, as providências necessárias após a renúncia.

Entre as definições pendentes estão a escolha de um novo vice-presidente do conselho e a eventual recomposição da cadeira que será deixada por Gasparino. A Vale não detalhou como pretende conduzir esses processos.

Na última quarta-feira (22), o conselho da mineradora decidiu aplicar a sanção de destituição a Gasparino depois de uma investigação conduzida por um escritório externo independente concluir que ele havia vazado informações confidenciais relacionadas a uma reunião realizada em 19 de junho.

Segundo a Vale, a apuração confirmou um desvio de conduta e a decisão seguiu recomendações do Comitê de Auditoria e Riscos e da Diretoria de Auditoria e Conformidade. Como Gasparino havia sido eleito pelos acionistas, porém, apenas uma assembleia poderia retirá-lo formalmente do colegiado.

Gasparino também havia sido afastado imediatamente dos comitês de Indicação e Governança e de Pessoas e Remuneração.

A Vale não revelou qual informação foi vazada nem para quem o conteúdo teria sido repassado. A decisão ocorreu após uma sequência de informações internas da companhia ser revelada pela imprensa, incluindo detalhes das discussões do conselho sobre a tentativa da Previ de retirar Daniel Stieler da presidência do colegiado e as articulações em torno da sucessão.

A renúncia também ocorre depois de Gasparino perder para Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, o Ollie, a disputa pela presidência do conselho. Na assembleia realizada na quarta-feira, Gasparino recebeu 1,065 bilhão de votos favoráveis e 1,190 bilhão de votos contrários.

Ollie foi eleito com 1,977 bilhão de votos favoráveis. Na mesma assembleia, Ieda Gomes Yell conquistou a cadeira deixada por Stieler, que havia renunciado no início de julho.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/conselheiro-que-seria-destituido-pela-vale-por-vazamento-renuncia/