O mercado de criptomoedas ganhou espaço entre investidores nos últimos anos e passou a fazer parte da estratégia de grandes instituições financeiras.
Apesar da popularização, quem pretende dar os primeiros passos nesse universo ainda encontra dúvidas sobre por onde começar, qual plataforma utilizar e como administrar os riscos de um mercado conhecido pela volatilidade.
Para Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e apresentador do Resenha do Dinheiro, o primeiro passo não é escolher uma criptomoeda, mas entender que oscilações expressivas fazem parte desse tipo de investimento.
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2026-07-31 11:24:44“Em vez de investir todo o valor de uma só vez, uma estratégia é dividir o dinheiro destinado às criptomoedas em pequenas parcelas e fazer compras periódicas. Assim, o investidor reduz o risco de entrar justamente em um momento de alta e consegue formar um preço médio ao longo do tempo”, explica.
Na hora de escolher o primeiro ativo, o ideal é começar pelas criptomoedas mais consolidadas. De acordo com Tasso Lago, fundador da Financial Move, maior escola cripto da america latina, o bitcoin continua sendo a principal referência do mercado.
“O bitcoin é a criptomoeda mais consolidada e segura dentro desse mercado. Ainda é um ativo de alta volatilidade quando comparado a investimentos tradicionais, mas faz mais sentido começar por ele antes de conhecer outros projetos”, orienta Tasso.
Depois de entender o funcionamento do mercado, o investidor pode ampliar gradualmente o conhecimento sobre outras criptomoedas, como Ethereum e Solana.
O apresentador explica que a composição da carteira também deve respeitar o perfil de risco de cada investidor. “O ideal é que a maior parte da exposição fique em bitcoin. As demais criptomoedas, conhecidas como altcoins, são muito mais voláteis e representam apostas com risco significativamente maior”.
Exchange ou ETF?
Uma das principais dúvidas de quem está começando é se vale mais a pena comprar criptomoedas diretamente em uma exchange ou investir por meio de ETFs negociados na bolsa.
As exchanges são plataformas especializadas na compra, venda e custódia de ativos digitais, funcionando de maneira semelhante a uma corretora tradicional, mas voltada exclusivamente ao mercado de criptomoedas.
“É importante optar por exchanges regulamentadas, principalmente aquelas que possuem licenças para operar em mercados como Estados Unidos e Reino Unido. Isso oferece uma camada adicional de proteção ao investidor”, afirma Pascowitch.
Já os ETFs reúnem diferentes ativos ligados ao mercado de criptomoedas e podem ser comprados diretamente pela corretora de investimentos, sem que o investidor precise fazer a custódia das moedas.
“Os ETFs são regulamentados, negociados na bolsa e o investidor não precisa se preocupar com a guarda das criptomoedas. É uma alternativa prática, barata e bastante segura para quem está começando”, complementa.
Por outro lado, Tasso acredita que investir diretamente em uma exchange pode estimular o aprendizado sobre o setor.
“Quem compra apenas um ETF tende a conhecer menos o ecossistema. Em uma exchange, o investidor tem contato com diferentes projetos e acaba despertando a curiosidade para estudar mais sobre o mercado”, destaca.
Mesmo para quem acredita no potencial das criptomoedas, especialistas recomendam cautela na alocação da carteira.
Bernardo afirma que uma exposição inicial de cerca de 1% do patrimônio já permite participar desse mercado sem comprometer a saúde financeira caso ocorram fortes oscilações.
“Quem tem um perfil mais arrojado pode chegar a algo próximo de 5%. Acima disso, normalmente faz sentido apenas para investidores que já conhecem bem esse mercado e conseguem administrar melhor os riscos”.
Além da diversificação, outro cuidado importante é evitar decisões motivadas pelo medo de ficar de fora das altas do mercado. Esse comportamento costuma levar investidores iniciantes a comprar ativos quando os preços já subiram significativamente.
“Quando todo mundo está falando sobre criptomoedas e o mercado já disparou, normalmente é justamente o momento em que o investidor precisa ter mais cautela. O interesse costuma aumentar depois das altas, mas investir exige disciplina e visão de longo prazo”.
Outro erro recorrente é acreditar na promessa de ganhos rápidos. “Achar que vai enriquecer da noite para o dia é um dos principais caminhos para cair em golpes ou pirâmides financeiras. Criptomoedas precisam ser encaradas como qualquer outro investimento: com estudo, gestão de risco e diversificação”, conclui Pascowitch.
Resenha do Dinheiro
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.