Colômbia e Venezuela: Entenda a diferença entre os terremotos
Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, informou que houve pelo menos 111 mortos e 87 feridos no tremor de magnitude 7,4
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10) e deixou mais de 100 mortos até o momento acontece pouco mais de um mês depois dos terremotos que causaram danos incalculáveis e a morte de mais de 6 mil pessoas na vizinha Venezuela.
Gustavo Ortiz, doutor em Ciências Geológicas pelo Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Técnica da Argentina, explicou à CNN que "a única coisa que esses dois eventos catastróficos têm em comum é que ocorrem na placa sul-americana, mas o contexto geológico e geotectônico é totalmente diferente".
“Na América do Sul ocidental, ocorre o processo de subducção, que é quando uma placa, neste caso a placa de Nazca localizada no Pacífico, afunda sob a placa sul-americana”, disse Ortiz.
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2026-08-10 18:05:29“Já no caso daquele terremoto fatídico na Venezuela, as placas que entraram em contato foram as placas sul-americana e caribenha, ao norte. Nesse caso, as placas se moveram lateralmente uma contra a outra, e não houve subducção”, acrescentou.
Ortiz também lembrou que os terremotos na Venezuela ocorreram perto da superfície, a uma profundidade de menos de 20 quilômetros, enquanto o terremoto registrado nesta segunda-feira na Colômbia ocorreu a uma profundidade de cerca de 100 quilômetros.
Sobe para 111 número de mortos em terremoto na Colômbia
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou que houve pelo menos 111 mortos e 87 feridos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país nesta segunda-feira (10).
O presidente explicou que o número corresponde ao saldo até às 12h30 no horário local, 14h30 no horário de Brasília, e afirmou que atualmente a prioridade é “o resgate das pessoas que se encontram abaixo dos escombros” dos edifícios afetados.
Nesse sentido, detalhou que 1.575 moradias sofreram danos, 37 moradias foram completamente destruídas e 61 edifícios colapsaram. Entre a infraestrutura danificada, detalhou: 18 centros de saúde afetados, 52 centros educativos danificados, 17 centros comunitários e 18 vias. Espriella também mencionou seis aeroportos afetados em infraestrutura e sem operação para voos comerciais, e um afetado em pista de aterrissagem.
“O Governo Nacional empregará todas as suas capacidades para defender a vida, atender às necessidades”, afirmou.
Também disse que o governo estará à frente da resposta à emergência e terá presença “em todos os territórios” afetados. O presidente afirmou que fará relatórios semelhantes a cada três horas e pedirá às autoridades regionais que coordenem as atualizações com o governo nacional.
Além disso, destacou a resposta da comunidade internacional: “Todos os nossos aliados ao redor do mundo manifestaram sua intenção de ajudar com o que é preciso”.