A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) informou nesta quinta-feira (13), que encaminhou a parlamentares uma carta contra a aprovação da Medida Provisória que dá fim à “taxa das blusinhas”.
Conforme mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a comissão mista do Congresso sobre a MP seria instalada na quarta-feira (12), mas, por falta de acordo, o rito foi remarcado para esta quinta e agora está previsto para o início de setembro, a uma semana das regras caducarem.
Em informe, a CNC disse que pediu a rejeição integral à MP e disse que o fim da taxa das blusinhas coloca 100 mil empregos em risco.
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Segundo a CNC, “considerando os 22 produtos mais importados, a carga tributária média suportada pelo mercado nacional é de 76,48%, enquanto nas plataformas do Remessa Conforme a carga fixou-se em 25%, revelando uma disparidade recorrente de 51,48 pontos percentuais em prejuízo do setor produtivo brasileiro”.
Além disso, a Confederação diz que “a mitigação da assimetria fiscal impulsionou o faturamento do varejo em cerca de R$ 3 bilhões por mês e estimou o potencial de criação de 98,9 mil empregos formais entre agosto de 2024 e dezembro de 2025″.
A CNC também protocolou uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a Medida Provisória e diz que há “vício de inconstitucionalidade formal por falta de urgência”.