Cirurgia robótica no tratamento do câncer: como funciona

Quando se fala em cirurgia robótica, é comum imaginar uma máquina realizando uma operação sozinha. Na prática, o funcionamento é diferente: o sistema é controlado pelo cirurgião durante tod...

Cirurgia robótica no tratamento do câncer: como funciona
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Quando se fala em cirurgia robótica, é comum imaginar uma máquina realizando uma operação sozinha. Na prática, o funcionamento é diferente: o sistema é controlado pelo cirurgião durante todo o procedimento, como uma ferramenta que amplia os recursos disponíveis para a realização da cirurgia. A tecnologia é utilizada em diferentes áreas da medicina e também pode fazer parte do tratamento cirúrgico de alguns tipos de câncer. No Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, a cirurgia robótica integra a estratégia de procedimentos minimamente invasivos da instituição. O hospital foi o primeiro do Paraná a realizar uma cirurgia robótica e está entre as instituições pioneiras do país na utilização da tecnologia no contexto da saúde pública. Mas a presença de uma plataforma robótica não significa que esse tipo de cirurgia seja indicado para todos os pacientes. A escolha da técnica depende de uma avaliação individual, que considera fatores como o tipo e a localização do tumor, a extensão da doença, as condições clínicas do paciente e os objetivos do tratamento. O que é cirurgia robótica? A cirurgia robótica é uma modalidade de cirurgia minimamente invasiva em que o médico controla, a partir de um console, os instrumentos conectados ao sistema robótico. Durante o procedimento, o cirurgião acompanha a área operada por meio de uma visão tridimensional e comanda os instrumentos. A plataforma permanece posicionada junto ao paciente e reproduz os movimentos realizados pelo profissional. Entre os recursos oferecidos pelo sistema estão a ampliação da visualização do campo cirúrgico e a possibilidade de realizar movimentos delicados em determinadas regiões do corpo. Isso não significa que a tecnologia substitua a atuação médica. Pelo contrário: o planejamento, as decisões tomadas durante a operação e a condução do procedimento continuam sob responsabilidade da equipe. O robô faz a cirurgia sozinho? Não. Essa é uma das principais dúvidas quando o assunto é cirurgia robótica. O sistema não toma decisões e não realiza uma operação de maneira independente. A plataforma funciona como uma ferramenta controlada pelo cirurgião. É o profissional quem determina os movimentos dos instrumentos e conduz as diferentes etapas do procedimento. Por isso, quando se fala em cirurgia robótica, tecnologia e atuação médica estão diretamente relacionadas. Quais são as possibilidades da cirurgia robótica? A cirurgia robótica faz parte do conjunto de técnicas minimamente invasivas disponíveis para determinados procedimentos. Em casos selecionados, a utilização da plataforma pode estar associada a características como incisões menores e recursos específicos de visualização e movimentação. Técnicas minimamente invasivas também podem estar relacionadas a uma recuperação mais rápida em determinadas situações. Esses resultados, no entanto, não são iguais para todos os pacientes. A escolha da técnica precisa considerar o diagnóstico, a segurança do procedimento e o resultado oncológico esperado, além das características individuais de cada pessoa. Por isso, a cirurgia robótica não deve ser entendida como uma alternativa automaticamente superior às demais técnicas cirúrgicas. Em quais casos a tecnologia pode ser utilizada? A cirurgia robótica pode ser empregada em diferentes especialidades. No Hospital Erasto Gaertner, a experiência inclui áreas como uro-oncologia, ginecologia, cirurgia do aparelho digestivo e procedimentos relacionados ao tórax, entre outras aplicações avaliadas pelas equipes especializadas. A escolha entre cirurgia robótica, laparoscópica ou aberta depende de uma série de fatores. O tipo e a localização do tumor, a extensão da doença, cirurgias anteriores, as condições clínicas do paciente e os objetivos do tratamento são alguns dos elementos considerados pela equipe médica. Assim, a disponibilidade da tecnologia é apenas uma parte da decisão. O procedimento precisa fazer sentido para cada situação clínica. Tecnologia também exige treinamento Equipe médica ao lado do equipamento utilizado em cirurgias robóticas no Hospital Erasto Gaertner. Divulgação/Hospital Erasto Gaertner. Ter uma plataforma robótica disponível é apenas uma etapa. Para utilizar a tecnologia, os profissionais precisam de formação específica e treinamento. Foi a partir dessa relação entre inovação e capacitação que o Hospital Erasto Gaertner inaugurou, em 2025, o Centro de Treinamento em Cirurgia Avançada (CTCA). O espaço foi criado para a formação de profissionais em técnicas de cirurgia minimamente invasiva e robótica. A estrutura combina conteúdo teórico, simulação e, em modalidades específicas, prática clínica supervisionada em ambiente hospitalar. A proposta é aproximar o treinamento da realidade encontrada na assistência, permitindo que os profissionais desenvolvam conhecimentos relacionados ao uso de técnicas cirúrgicas avançadas. Uma experiência que também chega à saúde pública A trajetória da cirurgia robótica no Hospital Erasto Gaertner também está ligada ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição foi pioneira na utilização da tecnologia em pacientes atendidos pela rede pública e mantém iniciativas que aproximam inovação, assistência, ensino e pesquisa. O CTCA participa do projeto “Ecossistema de Inovação – Consórcio Cirurgia SUS – P&DI/ECS”, realizado com apoio da Finep e instituições parceiras. A iniciativa busca fortalecer a formação especializada em cirurgia avançada para profissionais da rede pública de saúde. A proposta amplia a discussão sobre o acesso ao conhecimento e à capacitação em técnicas cirúrgicas avançadas, conectando a experiência hospitalar à formação de novos profissionais. A tecnologia é parte da decisão, não a decisão inteira Para quem precisa passar por uma cirurgia, a existência de uma tecnologia específica não determina, sozinha, qual será o procedimento realizado. A cirurgia robótica é uma das técnicas que podem ser consideradas dentro do tratamento oncológico. Sua indicação depende de uma avaliação médica individualizada, levando em conta as características da doença, as condições clínicas do paciente e os objetivos do tratamento. Nesse cenário, a tecnologia funciona como uma ferramenta à disposição da equipe. A decisão sobre sua utilização continua sendo médica e está relacionada ao que é considerado adequado para cada caso. Sobre o Hospital Erasto Gaertner e o CTCA O Hospital Erasto Gaertner integra a Liga Paranaense de Combate ao Câncer e atua no diagnóstico e tratamento oncológico, incluindo procedimentos cirúrgicos e técnicas minimamente invasivas. O Centro de Treinamento em Cirurgia Avançada (CTCA) é uma iniciativa voltada à formação de profissionais em cirurgia minimamente invasiva e robótica, reunindo estrutura hospitalar, simulação e treinamento prático.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/hospital-erasto-gaetner-complexo-hospital-erasto-gaertner/noticia/2026/09/16/cirurgia-robotica-no-tratamento-do-cancer-como-funciona.ghtml

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