Na busca por respostas para o mistério da matéria escura, o próprio campo magnético da Terra pode ser usado como um detector gigante para encontrar o material. É o que aponta um estudo realizado no Japão, publicado em junho na revista Progress of Tgeoretical and Experimental Physics.
Cientistas acreditam que a matéria escura corresponde a cerca de 27% do universo, e que, mesmo sendo invisível, ocupa lugar no espaço e possui massa. A composição ainda é desconhecida, mas duas das principais candidatas na teoria são as partículas hipotéticas áxions ultraleves e fótons escuros.
Para encontrar essas partículas, as pesquisas em laboratório podem ser limitadas. Por isso, a equipe colaborativa de pesquisadores da Universidade de Quioto, Universidade de Hiroshima e Universidade Nihon percebeu que, o próprio campo magnético da Terra poderia ter resultados melhores que qualquer laboratório.
Recomendado para você
Mulher é sequestrada pelo ex, consegue mandar localização para a filha e é resgatada pela polícia no RS
Localização enviada à filha ajuda polícia a encontrar mulher s...
2026-09-07 14:00:55Cury diz que “não se curva” para político e pede independência do STF
Candidato manda abraço para André Mendonça e diz o país vive uma "guer...
2026-09-07 13:59:23Apoiadores de Flávio Bolsonaro se reúnem para ato na Avenida Paulista
Apoiadores de Flávio Bolsonaro chegam para ato na Avenida Paul...
2026-09-07 13:58:48Segundo o autor correspondente do estudo, Atsushi Taruy, a cavidade da Terra atua como um ressonador natural, amplificando ondas eletromagnéticas justamente na faixa de massa que buscam investigar.
A teoria existente só conseguia lidar com frequências abaixo de 1 Hz, e os cientistas demonstraram que a cavidade do planeta amplifica sinais próximos a 8 Hz e pode estender previsões confiáveis até cerca de 30 Hz.
Entenda o estudo
A equipe analisou dados do campo geomagnético registrados entre 2012 e 2022, do Observatório Eskdalemuir do Serviço Geológico Britânico. Assim, removeram as interferências geradas pelo ser humano (como redes elétricas) para procurar o sinal considerado como “rastro” da matéria escura.
Usando o planeta inteiro como detector, eles conseguiram uma precisão 100 vezes maior do que qualquer experimento de laboratório já feito na Terra para essa faixa de áxions.
Além disso, a análise de fótons escuros também revelou outros candidatos a sinal que poderiam potencialmente se originar da matéria escura.
No total, foram identificados 821 candidatos a sinal de matéria escura. No entanto, a equipe inseriu outros critérios, como a necessidade de que o sinal se mantivesse constante durante os dez anos de dados analisados, ou a frequência específica de cada um. Após o filtro, restaram 25 candidatos de alta significância.
Matéria escura: entenda origem da teoria que surgiu logo após o Big Bang