Tutores de cães já analisaram que seus “pets” são extremamente habilidosos em interagir com as pessoas e interpretar expressões faciais. No entanto, a ciência ainda não entendia exatamente como o cérebro deles processa essas informações.
Para compreender se os cães apenas percebem as expressões faciais de forma simples ou se o cérebro deles consegue diferenciar emoções específicas do mesmo tipo, cientistas realizaram exames de Ressonância Magnética Funcional (fMRI) nos animais de estimação. Ao analisar o cérebro como um todo, os pesquisadores descobriram que o cérebro do cão consegue distinguir diferentes expressões negativas entre si.
Durante o estudo, os cães estavam acordados, sem amarras e foram treinados para permanecer deitados e imóveis dentro do scanner enquanto olhavam para fotos de rostos humanos que nunca tinham visto antes. A pesquisa foi dividida em dois experimentos principais:
Recomendado para você
Cães conseguem distinguir emoções no rosto humano, aponta estudo
Mulher brincando com cachorro no evento. Daniella Araujo. Uma ...
2026-08-11 13:53:50Assistir muita televisão faz mal para o cérebro? Possivelmente
Pesquisa sugere que ficar sentado no trabalho pode ativar redes cerebr...
2026-08-11 03:33:36Não consegue achar o celular? Saiba como desativar o modo silencioso do aparelho à distância
Como desativar o modo silencioso do celular à distância É bast...
2026-08-11 03:00:13- Experimento 1: Foi realizado com 8 cães e comparou as reações cerebrais dos deles ao verem rostos felizes em comparação com rostos neutros.
- Experimento 2: Foi realizado com 12 e cães e apresentou fotos de rostos humanos expressando quatro emoções básicas: felicidade, raiva, medo e tristeza.
No primeiro experimento, ver rostos felizes ativou fortemente uma rede de áreas no lado direito do cérebro dos cães. Essa rede incluiu o córtex temporal e o núcleo caudado — uma região que, nos cães, está muito ligada ao processamento de recompensas (como comida ou cheiros familiares). Isso sugere que os sorrisos humanos têm um significado emocional positivo e recompensador para eles.
Já no segundo experimento, os cientistas usaram inteligência artificial para analisar os sinais daquela mesma área do cérebro. O sistema conseguiu identificar com precisão quando o cão estava vendo um rosto feliz em comparação com qualquer uma das emoções negativas (tristeza, raiva ou medo). No entanto, essa área específica da “felicidade” não conseguiu diferenciar as emoções negativas entre si.
No estudo, o destaque especial foi para o medo. A emoção negativa foi facilmente distinguível no cérebro dos cães e, de acordo com os cientistas, a ação tem sentido evolutivo —, pois reagir ao medo alheio é crucial para a segurança e sobrevivência do animal.