Casas Bahia tentou segurar caixa com demissões; entenda

Tribunal Regional do Trabalho barrou cortes feitos antes do pedido de recuperação judicial e restringiu novas demissões sem sindicatos

Casas Bahia tentou segurar caixa com demissões; entenda
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O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região suspendeu provisoriamente, na terça-feira (18), as demissões coletivas realizadas pelo Grupo Casas Bahia na semana anterior. O analista de Economia da CNN Victor Irajá explica, ao CNN Novo Dia, que a empresa tentou segurar caixa com as demissões.

A decisão também restringiu novos cortes sem a intermediação de entidades sindicais. Procurado, o Grupo ainda não se manifestou sobre a decisão judicial.

As demissões em questão ocorreram entre os dias 13 e 14 de agosto, quando cerca de 3 mil funcionários foram desligados da empresa. Dois dias depois, no dia 16, o Grupo ingressou com pedido de recuperação judicial — cronologia que está no centro da controvérsia jurídica.

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Impacto do timing das demissões na recuperação judicial

Segundo Victor Irajá, o momento em que as demissões foram realizadas tem implicações diretas sobre a natureza dos créditos trabalhistas no processo de recuperação judicial.

“Pela lei de recuperação judicial, entram no processo os créditos existentes na data do pedido”, explicou Irajá. Assim, as verbas rescisórias referentes às demissões feitas antes do dia 16 passam a integrar o plano de recuperação judicial e serão pagas de acordo com o que for aprovado pelos demais credores.

Caso as demissões tivessem ocorrido após o pedido de recuperação, os créditos seriam classificados como extraconcursais — ou seja, deveriam ser pagos fora do plano e com prioridade sobre o passivo em renegociação com os demais credores. Isso, segundo Irajá, pressionaria ainda mais o caixa da companhia, que já se encontra em situação bastante delicada.

Estratégia financeira e poder de voto dos credores

Ao antecipar as demissões, o Grupo Casas Bahia criou 3 mil novos credores classificados como “classe 1” — categoria que reúne os créditos trabalhistas e cujos integrantes votam individualmente na assembleia de credores.

“A empresa ganha tempo e fôlego orçamentário, mas aumenta o número de trabalhadores com direito a voto sobre o plano de recuperação judicial“, destacou Vitor Irajá.

A Casas Bahia declarou cerca de R$ 354 milhões em obrigações trabalhistas. De acordo com Irajá, a “classe 1” representa algo entre 4% e 5% do total de credores da empresa — um contingente relativamente pequeno diante do universo mais amplo de credores.

O analista apontou ainda que o balanço do segundo trimestre, publicado antes do ingresso do pedido de recuperação judicial, já mantinha um nível significativo de provisionamento para ações trabalhistas, o que indica a preocupação da empresa em preservar alguma margem de manobra para consolidar o processo de recuperação.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/casas-bahia-tentou-segurar-caixa-com-demissoes-entenda/