Casa onde Hitler nasceu na Áustria é transformada em delegacia
Imóvel será inaugurado nesta quarta-feira (22) pelo governo, dez anos após ter sido confiscado para evitar peregrinação neonazista
Dez anos após o governo da Áustria ter confiscado a casa onde Adolf Hitler nasceu — para impedir que ela se tornasse um local de peregrinação para neonazistas —, o edifício será oficialmente inaugurado como delegacia de polícia nesta quarta-feira (22).
A família de Hitler viveu na casa no município de Braunau am Inn por apenas três anos, por volta da época de seu nascimento, em 20 de abril de 1889; no entanto, o destino do edifício de três andares, pintado de amarelo-claro, foi objeto de controvérsia durante muito tempo.
Um porta-voz do Ministério do Interior declarou, em 2016, que o governo havia aprovado uma lei para assumir a propriedade do imóvel, depois que a proprietária — uma moradora local — se recusou a vendê-lo ao Estado.
Recomendado para você
Filha de Caroline Bittencourt sentiu que “perdeu a casa” após morte da mãe
Isabelle Bittencourt relembrou os primeiros meses depois da morte da m...
2026-07-21 12:11:16Foragida condenada por maus-tratos que resultaram em morte da filha é encontrada e presa na PB
Delegacia da Polícia Civil de Catolé do Rocha, PB Divulgação/P...
2026-07-21 11:54:49Mulher é resgatada sob escombros após ex-namorado jogar carreta contra casa enquanto ela dormia em MT
Bombeiros levaram cerca de 35 minutos para resgatar vítima de ...
2026-07-21 11:44:21O Ministério do Interior da Áustria alugava o prédio desde 1972. Em 2016, o ministério pagava cerca de 4.800 euros mensais de aluguel.
O edifício abrigava oficinas para pessoas com deficiência antes de ficar vazio, em 2011, pois a proprietária rejeitou repetidamente propostas de compra feitas pelo Estado e ideias para o uso futuro do imóvel, segundo o porta-voz do Ministério do Interior.
Uma vez aprovada a lei pelo Parlamento, a proprietária não tinha o direito de recorrer da decisão nem de negociar sua indenização.
A Alemanha nazista anexou a Áustria em 1938. O debate ainda persiste sobre se os austríacos foram cúmplices voluntários, muitos dos quais comemoraram seu retorno ao país natal na época, ou se foram as primeiras vítimas de uma ditadura que, em última análise, reduziu grande parte da Europa à ruína e custou dezenas de milhões de vidas.