O Brasil não enfrenta uma crise fiscal que justifique medidas de austeridade, de acordo com o coordenador do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Sérgio Gabrielli.
Em entrevista à Bloomberg, publicada nesta quarta-feira (2), o também ex-presidente da Petrobras afirmou que o ajuste das contas públicas deve priorizar a eficiência de gastos, e não cortes que afetem políticas sociais.
Gabrielli citou a situação das reservas internacionais, superiores a US$ 300 bilhões, e o colchão de liquidez do Tesouro, que seria suficiente para cobrir quase oito meses de vencimentos da dívida.
Recomendado para você
Fiesp exibe bandeira do Brasil em protesto após revelações sobre Moraes e Vorcaro
A manifestação ocorre um dia após André Mendonça, do STF, retirar o si...
2026-09-02 18:21:53'Crise Master' no STF superou casos 'Dark Horse' e Lulinha em postagens nas redes sociais, aponta levantamento
Em apenas 24 horas, 1,1 milhão de posts foram publicados nas r...
2026-09-02 18:02:50Campanha de Lula quer distância de Moraes e aponta crise do STF na direção de Flávio
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição quer di...
2026-09-02 17:55:13Em sua avaliação, esses fatores dão ao país margem para enfrentar os desafios fiscais sem recorrer a cortes expressivos.
Na entrevista, ele ainda criticou propostas defendidas por integrantes do mercado financeiro para conter o avanço das despesas, entre elas o fim dos aumentos reais do salário mínimo e mudanças nas regras dos gastos obrigatórios com saúde e educação.
“Essas duas coisas são praticamente impossíveis de aceitar, porque um governo comprometido com o combate à desigualdade e com a ampliação dos gastos sociais não pode aceitá-las”, afirmou.
O coordenador do programa de governo petista reconheceu, porém, que há espaço para melhorar as despesas públicas. Entre as alternativas, mencionou a revisão de subsídios considerados ineficientes e mudanças na distribuição das emendas parlamentares no Orçamento.
A discussão ocorre em um momento de maior preocupação do mercado com a trajetória da dívida pública. Nesta segunda-feira (31), o BC (Banco Central) divulgou os dados da dívida bruta do governo, que atingiram o patamar de 82,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho, alta de mais de 10 pontos percentuais desde o início do atual mandato de Lula, em 2023.