Os astrônomos aproveitaram a rara oportunidade de observar a morte explosiva de uma estrela gigantesca do início ao fim, obtendo uma nova compreensão de como esse tipo de evento violento pode ocorrer de maneiras diferentes das conhecidas anteriormente.
As observações começaram em março, quando o telescópio espacial chinês Einstein Probe detectou um clarão momentâneo de raios X causado por uma poderosa onda de choque — desencadeada pela explosão no núcleo estelar em colapso — que rasgou a superfície da estrela condenada.
Esse fenômeno é chamado de “shock breakout”. Acredita-se que ele ocorra em todas as supernovas, mas é notoriamente difícil de detectar devido à sua breve duração. Este foi o primeiro a ser observado desde 2008.
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2026-08-08 06:30:08“É preciso um pouco de sorte para captá-lo em tempo real”, disse o astrônomo Brendan O’Connor, pós-doutorando na Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburgh, e autor principal de um dos dois artigos científicos que descrevem a supernova, publicados na revista Astrophysical Journal Letters.
“Você pode pensar na onda de choque como um radar — à medida que ela atravessa as camadas externas da estrela e qualquer material nas proximidades, deixa uma marca no sinal que detectamos nos raios X. Podemos usar esses raios X para obter uma visão de perto sem precedentes da estrela à beira do colapso”, disse a astrônoma Jillian Rastinejad, bolsista do programa Einstein da Nasa na Universidade de Maryland e autora principal do outro estudo.
Os pesquisadores rapidamente mobilizaram um conjunto de telescópios, incluindo o Observatório de Raios X Chandra, em órbita, e uma série de instalações terrestres, para continuar as observações por quase três meses, até que a localização da supernova passasse por trás do nosso Sol, da perspectiva da Terra.