A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Rio Amazonas, na chamada margem equatorial, gerando um amplo debate sobre a melhor forma de transformar esse recurso em desenvolvimento real para o Brasil.
O anúncio, feito na sexta-feira (14), reacendeu discussões sobre gestão pública de riquezas naturais e os riscos de repetição de erros do passado.
O alerta sobre o uso das reservas
Rita Mundim, comentarista de economia da CNN, demonstrou preocupação com a forma como o país lidará com a nova descoberta. Ela recordou o período da exploração do pré-sal, quando governadores já disputavam os recursos antes mesmo de qualquer extração ter sido iniciada.
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2026-08-15 18:37:30“O meu temor é que a gente perca o tempo, primeiro, no nacionalismo exacerbado, no uso dessas reservas, antes mesmo delas serem exploradas”, afirmou.
Rita Mundim também destacou problemas estruturais que podem comprometer o aproveitamento das reservas, como a insegurança jurídica e a existência de um imposto de exportação de 12%.
Para ela, há um risco concreto de que interesses políticos e partidários se sobreponham ao interesse da sociedade brasileira. “Cresce o olho do governo e dos partidos em um dinheiro que não saiu ainda do chão”, ressaltou.
Lições do passado e o exemplo venezuelano
A comentarista relembrou que, durante o período de exploração do pré-sal, a Petrobras chegou a uma situação de colapso financeiro. Segundo ela, a estatal “literalmente quebrou, porque gastaram antes de termos o petróleo”.
Rita Mundim também citou o caso da Venezuela como exemplo a não ser seguido, apontando que, sob gestão estatal, a produção de petróleo venezuelana registrou queda de cerca de 50% nos últimos anos. “Não adianta termos riqueza se não tivermos gestão”, declarou.