O ministro da Fazenda, Dario Durigan, evitou fazer promessas ao mercado financeiro ao ser questionado sobre como seria a política econômica de um eventual quarto mandato de Lula. A avaliação é da analista e editora de Economia da CNN Lucinda Pinto, que participou da entrevista com Durigan ao CNN 360° e comentou, ao CNN Prime Time, as declarações do ministro.
A principal mensagem transmitida pelo ministro foi a de que não haverá mudança de rumo na condução da economia.
Segundo Lucinda, Durigan foi enfático ao afirmar que “não vai ter um cavalo de pau na economia” e reafirmou sua visão de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou uma gestão fiscal responsável, citando contingenciamento de gastos e medidas adotadas para proteger a população.
Recomendado para você
A esquerda brasileira e seu labirinto
No domingo, os brasileiros decidirão quem governará o país. O resultad...
2026-10-22 17:13:57Polícia Civil abre inquérito para investigar vereador e agente da PF que aparece em vídeo imobilizando companheira com violência em Marília
Polícia Civil abre inquérito para investigar agressão do verea...
2026-10-22 16:51:54Análise: Palmeiras sente falta de Vitor Roque e vê ataque gerar dúvidas
Após eliminar o Fluminense nos pênaltis, o Palmeiras aguarda o vencedo...
2026-10-22 16:39:53Mercado esperava sinalização de correção de rumos
Lucinda Pinto avaliou que Durigan não trouxe a mensagem que o mercado talvez esperasse — a de que haverá uma correção daquilo que pode ter sido feito de forma equivocada.
“Ele não reconheceu que houve nenhuma decisão errada”, afirmou a analista, destacando que, ao ser questionado sobre o crescimento da dívida pública e os elevados gastos com juros, o ministro atribuiu a situação fiscal ao próprio nível dos juros.
Durigan também evitou fazer uma reflexão específica sobre a reação positiva do mercado após o resultado do primeiro turno das eleições, classificando o movimento dos investidores como uma reação a “um pastel de vento”.
Em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Durigan questionou a proposta de corte de centenas de bilhões de reais sinalizada pela equipe econômica do candidato para 2027.
Lucinda Pinto reconheceu que Durigan tem razão ao apontar que a candidatura de Flávio Bolsonaro não explica exatamente como o ajuste fiscal seria realizado, mas ponderou que o mercado parece disposto a abraçar esse destino “com todos os seus fardos e dificuldades”, pois claramente não quer mais o que está sendo oferecido atualmente.