Daniel Vorcaro vê outros envolvidos no escândalo do Banco Master fecharem acordos de colaboração premiada enquanto ele próprio não consegue avançar nessa direção. A avaliação é de que os processos em curso aumentam a pressão sobre o ex-banqueiro para que ele entregue informações relevantes às autoridades. A avaliação é da analista de Política da CNN Isabel Mega ao CNN 360°.
Processos avançam sem Vorcaro
Segundo a analista Isabel Mega, tanto o processo envolvendo a Reag quanto o de um advogado com conexão ao caso Dark Horse seguem avançando.
Esses acordos ainda precisam passar pela homologação do STF (Supremo Tribunal Federal), que tem a palavra final, mas o andamento desses processos contrasta com a paralisia das tentativas de Vorcaro.
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2026-09-03 18:03:25De acordo com Isabel Mega, Vorcaro vem sinalizando que deseja firmar um acordo de colaboração premiada, mas não consegue progredir.
Pelas apurações da CNN, uma das razões seria a estratégia da defesa de mirar pessoas do governo, o que, na avaliação da Polícia Federal, não está sendo visto como suficiente.
“Muito pelo contrário, isso está trazendo, principalmente no que tange a parte da Polícia Federal, ainda mais tumulto em relação a todo esse processo”, afirmou Isabel Mega.
STF no centro das negociações
Fontes ouvidas pela analista apontam que o que Vorcaro poderia oferecer de mais relevante seria informações sobre o STF.
Isso envolveria fatos que o conectam ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo ao menos seis encontros nos últimos meses, trocas de mensagens e consultas sobre se ele deveria ou não fugir.
No entanto, Isabel Mega destacou a complexidade dessa aposta: “Se ele se compromete a entregar algo sobre ministros da Suprema Corte, é esta mesma Suprema Corte que depois vai analisar denúncias a respeito do caso.”
A situação cria, segundo a analista, uma rede emaranhada e inédita em torno do escândalo. O Supremo abriu um flanco de crise após a retirada de sigilos, e a postura da corte, até o momento, é de tentar ganhar tempo.
As “medidas cabíveis” anunciadas por Luiz Edson Fachin ainda não foram especificadas nem têm prazo definido para serem tomadas.