As candidaturas de pessoas que se declaram LGBT+ para as eleições de 2026 registraram crescimento expressivo em relação ao pleito anterior. Segundo o Instituto Plena Cidadania, 514 candidatos se identificaram como LGBT+ no registro do Tribunal Superior Eleitoral, uma alta de 57% em comparação com as eleições de 2022.
Apesar de o avanço ser celebrado por entidades ligadas à representatividade, a analista de Política Larissa Rodrigues destacou durante o Live CNN desta quarta-feira (19) que o número ainda é considerado baixo quando comparado ao total geral de candidatos no país.
“Se a gente for pegar o tanto de candidato que tem no Brasil afora, candidatos para governador, deputado estadual, deputado federal, senador, o número ainda é baixo“, afirmou.
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2026-08-19 14:58:28Outro ponto relevante destacado pela analista é que, no mesmo período, houve uma diminuição no número geral de candidaturas no país, conforme dados do próprio TSE.
Para entender a redução no total de candidaturas, Larissa contou que ouviu especialistas que apontaram dois fatores principais. O primeiro está relacionado às coligações, que teriam deixado partidos menores em desvantagem.
O segundo diz respeito ao coeficiente eleitoral. Segundo ela, há a percepção de que candidatos com expressiva votação podem não conseguir se eleger por conta do tamanho do partido ao qual estão filiados, o que teria afastado potenciais candidatos.
Representatividade ainda insuficiente
Larissa também levantou uma questão relevante sobre os dados: “Será que alguns não se declararam por conta ainda de algum receio relacionado a preconceito?”, questionou.
A analista ainda contextualizou o debate dentro de um cenário mais amplo de representatividade, apontando que mulheres, pretos e pardos também seguem sub-representados nos espaços de poder.
“Quando a gente entra num Congresso Nacional, a gente vê uma minoria de mulheres, uma ‘minoria de minorias’, e a gente precisa ter uma representatividade maior da sociedade dentro desses órgãos de poder”, concluiu Larissa.