Anac e Prefeitura do Rio discutem fiscalização de voos panorâmicos
Medida foi solicitada após queda de helicóptero que matou quatro pessoas na Vista Chinesa
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) informou neste domingo (9) que está em contato com a Prefeitura do Rio para definir uma atuação conjunta na fiscalização de voos panorâmicos na cidade.
A discussão ocorre após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no sábado (8). Quatro pessoas morreram: o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) pediu à Anac medidas imediatas e citou a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos para ampliar a fiscalização. Segundo ele, a aeronave tinha autorização para realizar esse tipo de serviço.
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2026-08-08 17:40:21A Anac informou que o helicóptero estava com a certificação em dia e ressaltou que voos panorâmicos são classificados como SAE (Serviços Aéreos Especializados) e devem ser realizados por empresas e profissionais certificados.
As causas da queda serão investigadas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). A Polícia Civil também apura o caso.
Outro acidente dois meses antes
Em junho, dois helicópteros caíram após uma colisão no ar em um pátio de veículos no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. O acidente deixou seis mortos e provocou um incêndio que atingiu cerca de 20 carros.
Entre as vítimas estava o cantor norte-americano Oliver Tree Nickel, de 32 anos. Também morreram Lucas Vignale, Gaspar Prim, Lucas Brito Chaves, Alexandre Souza e Charles Marsillac.
No acidente de sábado (9), o helicóptero Robinson R44, de prefixo PP-MFS, pertencia à empresa VRP (Voos Rio Panorâmicos e Serviços Aeronáuticos) e foi encontrado em uma área de mata dentro do Parque Nacional da Tijuca.