América SAF: Parecer aponta riscos em proposta de fundo árabe

Conselho Consultivo analisou oferta que prevê investimento de R$ 800 milhões, mas com ressalvas significativas

América SAF: Parecer aponta riscos em proposta de fundo árabe
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O América-MG recebeu nesta semana um parecer técnico-jurídico detalhando a proposta de venda de 80% de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para um fundo árabe. O documento, obtido pela Itatiaia, apontou 25 pontos considerados “riscos” na oferta da Global Seven Eleven Energy Oil FZ-LLC, com sedes em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Gana.

A proposta prevê um investimento mínimo de R$ 800 milhões, podendo chegar a R$ 1,03 bilhão. No entanto, o parecer indica que grande parte desse valor viria das próprias receitas do clube, como patrocínios e faturamentos comerciais.

De acordo com a análise, as receitas anuais projetadas do América (R$ 70 milhões) seriam computadas como parte do investimento na cláusula de “Geração de Recursos”. Isso significa que grande parte dos R$ 800 milhões viria do próprio clube, com um aporte inicial de apenas R$ 20 milhões do fundo.

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Dívidas e Ativos Imobiliários

A oferta do fundo árabe inclui a assunção de dívidas do clube em até R$ 197 milhões. Contudo, o parecer apontou a falta de um cronograma de pagamentos, além da possibilidade de que esses passivos se tornem parte do investimento dos compradores.

Para o CT Lanna Drumond, o Memorando de Entendimentos (MoU) prevê a transferência da propriedade à América SAF. O documento ressalta a possibilidade de alienação do CT pela SAF, desde que os valores fossem usados em atividades desportivas e um novo centro de treinamentos fosse construído na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Já o CT de Santa Luzia teria uma parceria comercial para exploração conjunta por meio de um projeto imobiliário. Os investidores teriam 80% do Valor Geral de Venda (VGV), enquanto o América ficaria com os 20% restantes, sem a necessidade de aporte adicional do clube.

Estádio Independência e Museu

Sobre o Estádio Independência, uma cláusula prevê a cessão à SAF por 70 anos (35 anos prorrogáveis por mais 35). Os resultados econômicos líquidos com a exploração do estádio seriam distribuídos em 50% para cada parte. Todas as obrigações de investimento e manutenção seriam dos investidores, sem um plano mínimo definido inicialmente.

A construção de um Museu do América, com investimento limitado a R$ 13 milhões, também faz parte da proposta. O espaço seria implantado na Arena Independência, com especificações e condições a serem definidas em acordos futuros.

Recomendação do Conselho Consultivo

O parecer técnico-jurídico sugeriu dez pontos “inegociáveis” e recomendou a não assinatura do MoU. Entre as sugestões, estão a aquisição escalonada das ações, garantias reais e bancárias, e marcos anuais auditados para o clube.

A manutenção do CT de Santa Luzia com o clube e um novo acordo para a exploração do Independência também foram recomendados. Apesar das ressalvas, o Conselho sugeriu manter as conversas com os possíveis investidores, apresentando uma contraproposta detalhada.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo .



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/america-saf-parecer-aponta-riscos-em-proposta-de-fundo-arabe/