Alckmin diz que Flávio dá "desculpa" para não abrir sigilos
Candidato a vice na chapa de Lula (PT) afirma que candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência da República tem dever de prestar contas
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa à reeleição de Lula (PT), afirmou que Flávio Bolsonaro, candidato do PL (Partido Liberal), está “dando uma desculpa” ao condicionar a abertura dos sigilos à divulgação de informações sobre os gastos do governo Lula e os registros de visitas ao Palácio do Planalto.
A fala foi durante agenda de campanha em Campinas (SP), ao lado do ex-ministro Fernando Haddad (PT).
Para Alckmin, o senador deve explicações tanto sobre a suposta sociedade com o advogado investigado Willer Tomaz quanto pelos R$ 134 milhões pedidos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Recomendado para você
Justiça Federal determina que União adote medidas para assegurar voto de indígenas no 2º turno
Indígenas do interior do Pará foram às urnas do 1º turno das E...
2026-10-22 17:19:09Os eleitos da “bancada dos influenciadores” estão prontos para o Congresso?
Jovens eleitos contam com milhões de seguidores e são considerados inf...
2026-10-22 17:17:58Flávio Bolsonaro atuou no STJ na defesa de PMs réus por mortes de inocentes no RJ
Flavio Bolsonaro aparece como advogado em recursos de casos en...
2026-10-22 17:10:33“Ele tá dando uma desculpa, né? Vida pública é vida pública. Não dá para ser candidato à Presidência da República e não querer prestar contas”, disse o vice.
A troca de acusações começou durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a autorizar a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.
Flávio afirmou que não tinha nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria a proposta. O senador também acusou Lula de movimentar recursos fora de suas contas bancárias.
Na terça-feira (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento autorizando a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de familiares, incluindo a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e os cinco filhos do presidente.
A autorização, porém, está condicionada a que Flávio faça o mesmo, assim como Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL). O pedido prevê a divulgação de informações referentes aos últimos oito anos, inclusive de contas e empresas registradas em nome dos candidatos.
Aliados de Flávio consideram a iniciativa uma armadilha política e orientaram a campanha a ignorar o desafio. A avaliação é de que responder ao tema prolongaria a repercussão da estratégia petista, que busca desgastar o adversário com cobranças de transparência.
A equipe do senador pretende concentrar o discurso em críticas ao PT e, quando abordar o assunto, questionar Lula sobre investigações envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.


