Alckmin anuncia sanção de projeto para produção de fertilizantes

Profert obrigará mistura de 2% nacional, atingindo 10% até 2037, visando reduzir dependência externa

Alckmin anuncia sanção de projeto para produção de fertilizantes
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O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (25), durante o Congresso Brasileiro de Fertilizantes da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar “nos próximos dias” o Profert, programa voltado ao estímulo da produção nacional de fertilizantes.

“Com isso, nós vamos ter financiamento, isso é importante, e aumentar a mistura”, disse.

Pelas regras apresentadas pelo vice-presidente, a mistura obrigatória começará com um percentual mínimo de 2% de fertilizantes nacionais e aumentará gradualmente até atingir 10% em 2037.

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Alckmin afirmou que a medida faz parte da estratégia do governo para reduzir a dependência externa do Brasil no fornecimento de fertilizantes, especialmente após os impactos provocados pelos conflitos internacionais sobre a cadeia global de insumos.

Durante o discurso, Alckmin também falou sobre a aprovação do CMN (Conselho Monetário Nacional) nesta quarta-feira (26) do programa Brasil Soberano III.
“São R$ 18,5 bilhões para empresas apertadas pela questão do tarifaço ou de outras questões do mundo. Desses R$ 18,5 bilhões, R$ 4 bilhões são só para fertilizantes.”

Segundo Alckmin, após a aprovação pelo CMN, as empresas poderão buscar financiamento junto ao BNDES. As operações terão taxas entre 6,53% e 9,5% ao ano, para investimentos e capital de giro.

O vice-presidente afirmou que os recursos buscam apoiar empresas que perderam mercados ou foram impactadas por mudanças no comércio internacional e por conflitos geopolíticos.

Alckmin afirmou que o objetivo agora é ampliar a produção doméstica de fertilizantes para diminuir a vulnerabilidade do país às oscilações do mercado externo.
O vice-presidente também destacou o Projeto de Lei 114, que trata do AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante).

Segundo ele, o texto suspende a cobrança do adicional para a indústria de fertilizantes e cria um crédito tributário para o setor a partir do próximo ano.

Pela proposta, as empresas poderão utilizar um crédito de R$ 1 bilhão por ano entre 2027 e 2031, reduzindo o pagamento de tributos durante o período.

Alckmin afirmou ainda que o governo trabalha para aumentar a oferta de gás natural, um dos principais insumos para a produção de fertilizantes nitrogenados.

Sem detalhar medidas específicas, ele disse que a ampliação da disponibilidade do gás faz parte da estratégia para fortalecer a produção nacional de nitrogenados e reduzir a dependência de importações.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/alckmin-anuncia-sancao-de-projeto-para-producao-de-fertilizantes/