Em meio à crise que abala o STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro intensificou suas movimentações no caso Banco Master. Os advogados trabalham simultaneamente em duas frentes: a busca pela nulidade de provas e a elaboração de uma nova proposta de colaboração premiada. A apuração é da âncora da CNN Tainá Falcão ao Bastidores CNN.
Segundo a apuração, pessoas próximas a Vorcaro avaliam que se abriu uma nova janela de oportunidade para dar mais fôlego a essas duas iniciativas. A estratégia ganha força justamente no momento em que revelações recentes trouxeram menções ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Nova tentativa de delação premiada
A movimentação em torno de uma proposta de colaboração premiada ocorre mesmo após a negativa de Paulo Gonet, registrada há cerca de um mês. À época, o gabinete do procurador-geral já sinalizava que não aceitaria qualquer proposta nesse sentido.
Recomendado para você
Cinco países da Europa avançam com plano para enviar imigrantes para fora da UE
Dinamarca, Alemanha, Áustria, Holanda e Grécia avançam com plano para ...
2026-09-04 20:19:31Real Time Big Data divulga pesquisa para governo e Senado em Sergipe
Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra como está o cenário ...
2026-09-04 20:18:43Fachin busca consenso para mudar relatorias de Banco Master e INSS
Ministro André Mendonça, porém, resiste à ideia apresentada pelo presi...
2026-09-04 20:14:16Entre as críticas feitas ao caso, estava a avaliação de que Vorcaro demonstrava dificuldades em reconhecer os crimes e que algumas pessoas que teriam ajudado a manter sua rede de influência ficaram de fora das tratativas, gerando insatisfação tanto no entorno do PGR quanto na Polícia Federal.
A nova proposta de delação, agora em elaboração, é vista pela defesa como um elemento de pressão sobre a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal diante do cenário atual.
No entanto, uma ressalva importante foi levantada: caso Vorcaro não entregue informações que vão além do que já foi apurado pelas investigações, incluindo indícios que ainda não constam nos autos, a janela de oportunidade pode não produzir qualquer efeito prático, pois o ministro André Mendonça deve manter a mesma postura de rejeição à delação parcial — posição que o próprio ministro já manifestou publicamente em sessão.
Nulidade de provas como estratégia paralela
A segunda frente da defesa envolve a busca pela nulidade das provas obtidas no processo.
Essa tese, que já vinha sendo trabalhada pelo antigo advogado de Vorcaro, concentra-se na questão da custódia dos aparelhos eletrônicos apreendidos, com o objetivo de identificar brechas que possam invalidar o processo de maneira mais ampla.
Essa estratégia ganhou novo impulso com os questionamentos surgidos sobre a condução do processo pelo ministro relator André Mendonça. A lógica da defesa é que, caso haja um reconhecimento futuro de que o processo legal não foi devidamente seguido pelo ministro, isso poderia também invalidar as provas utilizadas para incriminar Vorcaro.
Um efeito adicional seria transformar informações já apuradas em elementos que passariam a depender exclusivamente do depoimento de Vorcaro, aumentando o valor de uma eventual colaboração premiada. Diante das incertezas sobre qual das frentes tem mais chances de prosperar, a defesa mantém a ofensiva dupla.