Academia na adolescência: quando começar e quais cuidados necessários?
A partir dos 12 anos já é possível iniciar a musculação, desde que de forma orientada por um profissional de educação física
A busca por um corpo saudável e definido tem levado cada vez mais adolescentes às academias. No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre quando é o momento certo para iniciar esse tipo de atividade e quais os cuidados necessários para evitar riscos à saúde.
Isso porque a adolescência é um período marcado por intensas mudanças físicas e hormonais. Assim, qualquer atividade que envolva esforço físico deve respeitar o estágio de desenvolvimento do corpo.
“A partir dos 12 a 13 anos, já é possível iniciar a musculação, desde que de forma orientada por um profissional de educação física”, explica Karinny Bezerra de Paiva, educadora física.
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2026-09-16 15:05:47Entre os principais benefícios da prática regular estão a melhora da postura, o fortalecimento muscular, o aumento da densidade óssea e o estímulo ao metabolismo. Além disso, o exercício também pode ajudar no bem-estar emocional, já que libera endorfina e contribui para reduzir a ansiedade, um problema cada vez mais comum entre adolescentes.
“A prática de exercícios físicos contribui significativamente para a melhora da força muscular e da resistência, promovendo um corpo mais saudável e preparado para atividades do dia a dia. Além disso, é essencial para a saúde óssea, ajudando na prevenção de problemas futuros relacionados ao envelhecimento e a doenças como a osteoporose. O controle de peso também é um dos benefícios, prevenindo a obesidade e suas complicações associadas”, acrescenta Bezerra.
Apesar dos ganhos, o treino deve ser adaptado. Exercícios de alta intensidade, com cargas muito pesadas, podem causar lesões e até prejudicar o crescimento ósseo.
“O treino resistido, quando bem aplicado, complementa atividades como futebol, basquete, vôlei etc. Não se trata de musculação, e sim, de um trabalho de força muscular acima de 75% da carga máxima, sob supervisão e sem sobrecarga, e sim estímulo à coordenação e propriocepção, além da força, desenvolvendo a parte neuropsicomotora”, explica Alberto de Castro Pochini, membro da SBRATE (Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte).
Outro ponto de atenção é a motivação. Muitos adolescentes procuram a academia influenciados por padrões estéticos impostos pelas redes sociais. Para os especialistas ouvidos pela reportagem, é importante que o exercício esteja ligado à saúde e ao prazer da atividade, e não apenas à aparência.
O acompanhamento multiprofissional é fundamental: além do educador físico, consultas regulares com pediatra ou médico do esporte ajudam a garantir que o adolescente está apto a treinar.
Além disso, é importante ficar atento se o adolescente não está exagerando nos treinos. O ideal é que eles usem cargas leves a moderadas, focando em técnica e coordenação; treinem até três vezes por semana, com descanso adequado, e incluam os alongamentos, exercícios funcionais e aeróbicos leves.
“Alguns sinais desse exagero são dor muscular crônica, ganho de força e hipertrofia exagerada com risco de uso de substâncias proibidas, como anabolizantes, que fazem mal à saúde. Sobrecarga de treinos exaustivos e diários. Há necessidade de pausas para grupos musculares, sono adequado”, acrescenta Pochini.